cancer de tireoide

Câncer de tireoide tem cura?

Dra. Letícia Mosca  ·  Cirurgia de Tireoide

 

Câncer de tireoide tem cura?

cancer de tireoide

O que esperar do tratamento

Receber um diagnóstico de câncer de tireoide é assustador. A palavra ‘câncer’ carrega um peso enorme — e é natural que o primeiro sentimento seja de medo e incerteza.

Mas há algo importante que precisa ser dito logo de início: o câncer de tireoide é um dos cânceres com melhor prognóstico que existe. A maioria das pessoas tratadas adequadamente leva uma vida completamente normal. Entender o diagnóstico e o que vem a seguir é o primeiro passo para recuperar a sensação de controle.\

 

Que tipo de câncer é esse?

Existem diferentes tipos de câncer de tireoide. O mais comum — e o de melhor prognóstico — é o carcinoma papilífero, que representa cerca de 80 a 85% dos casos. Ele cresce de forma lenta e raramente se espalha para outros órgãos.

Outros tipos incluem o carcinoma folicular, o carcinoma medular e, mais raramente, o carcinoma anaplásico — cada um com características e condutas específicas que o médico especialista vai explicar com base no seu caso.

O câncer de tireoide tem cura?

Sim. Na grande maioria dos casos, especialmente quando diagnosticado nos estágios iniciais, o câncer de tireoide tem cura com tratamento adequado. A taxa de sobrevida em 10 anos para o carcinoma papilífero ultrapassa 95%.

Isso não significa que seja simples ou que não exija cuidado. Significa que, com o acompanhamento correto, as chances de uma vida longa e saudável são muito altas.

Como é o tratamento?

1. Cirurgia

O tratamento principal do câncer de tireoide é cirúrgico. Dependendo do tipo, tamanho e extensão do tumor, pode ser indicada a retirada de parte da glândula (hemitiroidectomia) ou da glândula toda (tiroidectomia total).

Em alguns casos, também é necessária a remoção de linfonodos próximos ao pescoço para avaliar se houve disseminação.

2. Iodo radioativo

Após a cirurgia, dependendo do caso, pode ser indicado o uso de iodo radioativo (iodoterapia). Esse tratamento destrói células tireoidianas remanescentes, incluindo possíveis células tumorais. É feito por via oral, em dose única ou doses repetidas conforme a necessidade.

Não é indicado para todos — a decisão é individualizada com base no tipo e estágio do tumor.

3. Reposição hormonal com levotiroxina

Após a retirada da tireoide, a paciente passa a tomar levotiroxina diariamente — um comprimido que substitui o hormônio que a glândula produzia. Além de repor o hormônio, em alguns casos a dose é ajustada para manter o TSH levemente suprimido, o que ajuda a reduzir o estímulo para crescimento de células tumorais remanescentes.

O ajuste da medicação é feito ao longo do acompanhamento, de acordo com a resposta ao tratamento.

 

E o acompanhamento depois do tratamento?

O seguimento após o tratamento do câncer de tireoide é fundamental. Ele inclui:

  • Dosagem periódica de TSH, T4 livre e tireoglobulina (um marcador tumoral)
  • Ultrassom de pescoço para monitorar a região operada e os linfonodos
  • Cintilografia com iodo em casos selecionados

A frequência das consultas e exames vai diminuindo conforme a resposta ao tratamento é satisfatória. Muitas pacientes chegam a consultas anuais depois de alguns anos de acompanhamento estável.

 

Como vai ser a vida após a cirurgia de tireoide?

A maioria das mulheres tratadas por câncer de tireoide retoma sua rotina normalmente. Trabalho, exercício, maternidade, vida social — tudo isso é possível.

O principal ajuste é a medicação diária e o acompanhamento regular. Com o tempo, essa rotina se integra naturalmente ao dia a dia.

Vale dizer: algumas mulheres passam por um período de adaptação hormonal após a cirurgia, com sintomas como cansaço, variações de humor ou dificuldade para emagrecer. Esse ajuste é real e merece atenção — e é parte do acompanhamento especializado.

 

Você recebeu um diagnóstico de câncer de tireoide e quer entender os próximos passos?

Cada caso é único e merece uma avaliação cuidadosa. Uma opinião especializada pode trazer mais clareza e mais tranquilidade para tomar decisões.

Agende sua consulta com a Dra. Letícia Mosca.

 

Dra. Letícia Mosca – CRM 144.393 | RQE 67.046
Cirurgiã de Cabeça e Pescoço
Especialista em Tireoide e Saúde da Mulher


Nódulo de tireoide

Nódulo na tireoide: quando é preciso operar?

Dra. Letícia Mosca  ·  Cirurgia de Tireoide

 

Nódulo na tireoide:
quando é preciso operar?
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Nódulo de tireoide

Descobrir que existe um nódulo na tireoide pode gerar muita ansiedade. O que é isso? É grave? Precisa tirar? Essas são perguntas absolutamente normais — e respondê-las com clareza é o primeiro passo para tomar uma decisão com tranquilidade!

A boa notícia: a grande maioria dos nódulos de tireoide é benigna e não exige cirurgia. Mas entender quando a operação é recomendada faz toda a diferença para quem recebe esse diagnóstico.

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O que é um nódulo na tireoide?

A tireoide é uma glândula em forma de borboleta localizada na base do pescoço. Ela produz hormônios essenciais para o metabolismo, a energia, o humor e diversas outras funções do organismo.

Nódulos são crescimentos de tecido dentro dessa glândula. Eles são muito mais comuns do que se imagina: estima-se que mais de 50% das pessoas acima de 50 anos tenham pelo menos um nódulo na tireoide — a maioria sem saber, porque não causam sintomas.

Eles podem ser sólidos, císticos (preenchidos com líquido) ou mistos. O tamanho, a consistência e certas características ao ultrassom são o que vai guiar a investigação.

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A maioria dos nódulos não precisa de cirurgia

Esse ponto é fundamental: cerca de 90 a 95% dos nódulos de tireoide são benignos. Isso significa que, para a maior parte das pessoas, o caminho será acompanhamento clínico — com ultrassom periódico — e nada mais.

O medo do câncer é compreensível, mas é importante saber que mesmo quando um nódulo é maligno, o câncer de tireoide tem excelente prognóstico quando diagnosticado adequadamente. O tratamento é eficaz e a maioria das pacientes retoma sua vida normal.

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Quando a cirurgia é indicada?

A decisão de operar depende de vários fatores avaliados em conjunto. As principais indicações são:

  1. Suspeita ou confirmação de malignidade

A biópsia por agulha fina (PAAF) é o exame que analisa as células do nódulo. Quando o resultado indica células suspeitas ou malignas, a cirurgia costuma ser o tratamento indicado. O tipo e a extensão da cirurgia vão depender do resultado anatomopatológico.

  1. Nódulo muito grande

Nódulos de grande volume podem comprimir estruturas vizinhas como a traqueia e o esôfago, causando dificuldade para respirar ou engolir, sensação de pressão no pescoço e alterações na voz. Nesses casos, mesmo sem malignidade, a cirurgia pode ser indicada para aliviar os sintomas.

  1. Bócio multinodular com sintomas compressivos

Quando há vários nódulos e a glândula como um todo está aumentada, comprometendo a qualidade de vida da paciente, a cirurgia pode ser avaliada mesmo que os nódulos individualmente sejam benignos.

  1. Nódulo hiperfuncionante

Alguns nódulos produzem hormônio tireoideano em excesso, causando hipertireoidismo. Quando o tratamento clínico não é suficiente, a cirurgia ou o iodo radioativo podem ser considerados.

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Como é o processo de investigação?

Ao identificar um nódulo, o médico especialista vai avaliar:

  • Ultrassom da tireoide — para ver as características do nódulo (tamanho, bordas, calcificações, vascularização)
  • Exames de sangue — incluindo TSH, T4 livre e, quando indicado, anticorpos
  • PAAF (biópsia por agulha fina) — quando o ultrassom sugere características suspeitas ou o nódulo tem tamanho relevante

Nem todo nódulo precisa de biópsia. A indicação é individualizada com base no conjunto de achados.

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E depois da cirurgia?

Quando a cirurgia é indicada e realizada, o acompanhamento pós-operatório é parte fundamental do tratamento. Dependendo do que foi retirado, pode ser necessária a reposição hormonal com levotiroxina — um comprimido diário que substitui o hormônio que a tireoide produzia.

A adaptação é possível e a maioria das pacientes retoma sua rotina em poucas semanas. A qualidade de vida após a cirurgia de tireoide, quando bem conduzida, é muito boa.

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Tem um nódulo e ainda não sabe os próximos passos?

Cada caso é único. Uma avaliação especializada é o que permite entender exatamente o que está acontecendo e qual conduta faz mais sentido para você.

Agende uma consulta com a Dra. Letícia Mosca e saiba com clareza sobre o que o seu nódulo significa.

 

Dra. Letícia Mosca – CRM 144.393 | RQE 67.046
Cirurgiã de Cabeça e Pescoço
Especialista em Tireoide e Saúde da Mulher